Trabalho dos gênios
Trabalho dos gênios
Sob a influência do norte-americano Robert Sternberg, que estudou as variações dos
conceitos de inteligência em diferentes culturas, Gardner foi levado a conceituá-la como o
potencial para resolver problemas e para criar aquilo que é valorizado em determinado
contexto social e histórico. Na elaboração de sua teoria, ele partiu da observação do
trabalho dos gênios. "Ficou claro que a manifestação da genialidade humana é bem mais
específica que generalista, uma vez que bem poucos gênios o são em todas as áreas", afirma
Antunes. Gardner foi buscar evidências também no estudo de pessoas com lesões e
disfunções cerebrais, que o ajudou a formular hipóteses sobre a relação entre as habilidades
individuais e determinadas regiões do órgão. Finalmente, o psicólogo se valeu do
mapeamento encefálico mediante técnicas surgidas nas décadas recentes. Suas conclusões,
como a maioria das que se referem ao funcionamento do cérebro, são eminentemente
empíricas. Ele concluiu, a princípio, que há sete tipos de inteligência:
1. Lógico-matemática é a capacidade de realizar operações numéricas e de fazer deduções.
Lingüística é a habilidade de aprender idiomas e de usar a fala e a escrita para atingir
objetivos.
3. Espacial é a disposição para reconhecer e manipular situações que envolvam apreensões
visuais.
4. Físico-cinestésica é o potencial para usar o corpo com o fim de resolver problemas ou
fabricar produtos.
5. Interpessoal é a capacidade de entender as intenções e os desejos dos outros e
consequentemente de se relacionar bem em sociedade.
6. Intrapessoal é a inclinação para se conhecer e usar o entendimento de si mesmo para
alcançar certos fins.
7. Musical é a aptidão para tocar, apreciar e compor padrões musicais.